publicado por adm | Domingo, 19 Maio , 2013, 15:55

Cartuchos de jato de tinta e toners não podem mais ir para aterros sanitários; entenda como você pode imprimir respeitando o meio ambiente

 

A mensagem está lá, no rodapé de quase todas as mensagens de email corporativo “Antes de imprimir, pense no meio ambiente”. O aviso, é claro, se preocupa muito mais com o gasto de papel, mas o custo ambiental de uma impressora vai muito além das folhas gastas: começa a partir da escolha da impressora e reposição dos toners ou cartuchos de jato de tinta.

De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas, estão em funcionamento atualmente 17 milhões de impressoras no país. Para fazê-las funcionar, as opções se dividem em três grupos: cartuchos originais (também conhecidos como OEM), cartuchos remanufaturados e recarregados, e os chamados compatíveis e falsificados, normalmente importados da China. Não há estatísticas oficiais do tamanho deste mercado, mas uma estimativa informal da Federação Brasileira de Recondicionadores de Cartuchos de Impressoras (Febreci) indica que os originais respondem por 30% das vendas, os remanufaturados, 20% e os compatíveis e falsificados, 50%.

Tirando fatores como preço e comodidade, qual a melhor opção quando se considera o impacto ambiental de cartuchos e toners? Os fabricantes dizem que os OEM são os mais sustentáveis, já que as empresas cuidam do seu descarte adequado. Os remanufaturadores garantem que são eles os melhores, porque reutilizam cartuchos e toners vazios, mantendo o produto em funcionamento por mais tempo. 


Onde fica a verdade? Em algum lugar no meio do caminho, disse ao iG Fernando Meirelles, professor titular de tecnologia da FGV. A verdade é que não há um sistema unificado de coleta de cartuchos e toners, e pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, a responsabilidade pelo destino final de todos os produtos é compartilhada entre o consumidor, fabricantes, distribuidores e serviços de limpeza urbana. Ou seja, esse tipo de produto não pode mais acabar em aterros sanitários ou lixões.

 

Por causa disso, os fabricantes que ainda não tinha programa de coleta e descarte dos cartuchos já se adiantaram e montaram os seus. Em comum, todos eles prometem buscar os cartuchos na casa ou escritório do cliente, que também pode entregá-los em pontos de venda. As soluções de descarte variam: pode ser incineração (o que evita o aterro, mas aumenta a emissão de gases do efeito estufa), desmontagem dos equipamentos com posterior envio do material para recicladores, ou reciclagem para a produção de novos cartuchos. É o caso da HP, que mantém pelo menos dois centros de reciclagem, um no interior de São Paulo e outro em Montréal, no Canadá, em que o plástico de cartuchos usados é reaproveitado em novos cartuchos e (no caso do Brasil) em impressoras. Outras companhias estão evitando o cartuchos de vez em seus novos produtos, como a Epson, que tem uma linha de impressoras e mulfuncionais com tanques, que podem ser recarregados de tinta pelos próprios usuários.

Remanufaturados acabam no lixão 
E os remanufaturados? Segundo um relatório da consultoria Infotrends, 98% dos cartuchos usados na remanufatura acabam em aterros sanitários no fim de sua vida útil. Paulo Pernambuco, diretor da Febreci, não nega o número, mas afirma que a entidade está orientando seus associados (cerca de 180 em um universo de 19 mil empresas formais) a se adequar à lei, sugerindo a incineração ou reciclagem, para empresas de maior parte. No caso das empresas menores, a orientação é entregar os cartuchos inutilizáveis para o fabricante original reciclar: “Eles dizem que as carcaças pertencem a eles, então devolvemos a eles,” disse Pernambuco ao iG .

Para Meirelles, o consumidor começa a tomar mais consciência da questão ambiental. Para isso, em primeiro lugar, é preciso buscar informações sobre como é feito a coleta e o descarte dos cartuchos, independente se eles forem originais ou remanufaturados e evitar comprar de fornecedores que não façam o descarte adequado.

Mas como escolher entre os OEM e os remanufaturados? É uma escolha pessoal, que tem que ser feita levando em conta, além das questões sobre o descarte, o preço e disponibilidade dos produtos. Mas segundo o professor da FGV, a tecnologia do cartucho também pode ser um fator de desempate. “Se o cartucho for apenas um recipiente de tinta, como os toners, o impacto ambiental é baixo com a recarga”, avalia, já que eles podem ser recarregados muitas vezes antes de serem inutilizados (e ainda assim, precisam depois ser descartados corretamente). Já os cartuchos de jato de tinta, que têm componentes eletrônicos que os inutilizam com mais rapidez, a troca e disposição para reciclagem é mais indicada. “É preciso sempre pensar no que vai acontecer com o cartucho depois”, finaliza.

fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/

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